Saiba tudo sobre Biodigestores: o que é, como funciona, é seguro, custos e mais
Você já ouviu falar em biodigestor, mas ainda tem dúvidas sobre como ele funciona, se vale a pena instalar ou como se compara a uma fossa séptica? Neste artigo, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre esse sistema de tratamento de esgoto que vem ganhando espaço tanto no campo quanto na cidade. Vamos falar de funcionamento, vantagens, desvantagens, segurança, manutenção e custos, sempre de forma clara e direta.
O que é um biodigestor?
O biodigestor é um equipamento que realiza o tratamento do esgoto doméstico de forma natural, utilizando bactérias anaeróbicas, ou seja, que atuam na ausência de oxigênio. Ele transforma a matéria orgânica presente no esgoto em três subprodutos: esgoto tratado, lodo estabilizado e biogás.
Esse processo é chamado de biodigestão anaeróbia. Diferente de sistemas mais simples, como a fossa séptica tradicional, o biodigestor consegue tratar o esgoto com mais eficiência e ainda gerar energia e fertilizante natural.
Biodigestores Residenciais
Nos biodigestores residenciais, o biogás não é captado nem aproveitado.
Esses itens encarecem e complicam bastante a instalação, pois oferecem risco, especialmente em ambientes urbanos. Por isso, em modelos comerciais prontos e compactos, voltados ao uso doméstico e rural, o gás normalmente é liberado na atmosfera por respiros controlados.
A captação só é viável (e segura) quando há projeto técnico adequado e uso contínuo do gás gerado, o que é mais comum em biodigestores maiores (fazendas, cooperativas, projetos de permacultura, etc).
Ou seja: o biogás é um subproduto potencial, mas não deve ser aproveitado em residências comuns. O foco do biodigestor residencial está no tratamento do esgoto e na produção de biofertilizante.
Para que serve um biodigestor?
O principal objetivo do biodigestor é tratar o esgoto doméstico de forma segura e ecológica. Ele é muito usado em áreas rurais ou locais sem acesso à rede de esgoto, mas também pode ser instalado em áreas urbanas, desde que o projeto esteja de acordo com as normas técnicas.
Além de tratar os resíduos, o biodigestor reaproveita a matéria orgânica para produzir dois recursos importantes:
- Biogás: pode ser usado como combustível para fogões e aquecedores.
- Biofertilizante (lodo tratado): rico em nutrientes, ideal para uso agrícola ou em jardins.
Como funciona um biodigestor?
O funcionamento do biodigestor pode parecer técnico, mas é bem simples de entender. O esgoto é direcionado para o interior do tanque, onde a decomposição da matéria orgânica ocorre sem a presença de oxigênio. Esse processo biológico é realizado por microrganismos que transformam os resíduos em gás e lodo.
O ciclo acontece em etapas:
- Recebimento do esgoto: normalmente apenas o esgoto do vaso sanitário é direcionado ao biodigestor.
- Digestão anaeróbica: bactérias decompõem os resíduos orgânicos.
- Separação dos subprodutos: o lodo se acumula no fundo, o esgoto tratado segue para o sumidouro e o biogás pode ser captado.

Biodigestor ou fossa séptica: qual a diferença?
Essa é uma dúvida comum. Os dois sistemas têm o mesmo objetivo: tratar o esgoto onde não há rede pública de coleta. Mas existem diferenças importantes entre eles.
A fossa séptica retém os sólidos e promove uma decomposição parcial da matéria orgânica, sendo uma solução simples e de baixo custo para áreas sem rede de esgoto. Já o biodigestor realiza a biodigestão anaeróbica, que trata o esgoto de forma mais completa, gerando efluente tratado, lodo estabilizado e, em alguns casos, biogás.
Entre as vantagens do biodigestor estão a maior eficiência no tratamento e o menor impacto ambiental. Por outro lado, ele exige um investimento inicial mais alto e cuidados com manutenção e limpeza periódica.
A fossa séptica tem como pontos positivos a instalação mais simples e custo reduzido, mas demanda limpezas frequentes e não reaproveita os resíduos. Em resumo, o biodigestor é mais sustentável e eficiente, enquanto a fossa séptica é uma opção econômica e prática em locais com menor demanda.
| Característica | Fossa Séptica | Biodigestor |
|---|---|---|
| Eficiência do tratamento | Média | Alta |
| Geração de subprodutos | Apenas lodo | Lodo + biogás |
| Custo inicial | Mais baixo | Mais elevado |
| Sustentabilidade | Não reaproveita resíduos | Reaproveita resíduos e energia |
| Necessidade de energia | Não | Não |
| Manutenção | Baixa | Periódica |
O que pode e o que não pode ir para o biodigestor?
Na Realfa comercializamos o Biodigestor Aqcualimp e , ao contrário do que muitos acreditam, é permitido lançar no Biodigestor Acqualimp as chamadas “águas cinzas”, como as da pia, do chuveiro e da máquina de lavar, desde que contenham apenas sabão doméstico comum.
Essa recomendação está diretamente do fabricante e reforça que, no caso da Acqualimp, você pode usar o biodigestor residencial para o tratamento completo do esgoto doméstico, sem a necessidade de sistemas adicionais para separar essas águas.
O que pode:
- Esgoto do vaso sanitário
- Papel higiênico em pequenas quantidades
O que não pode:
- Produtos químicos
- Óleos e gorduras
- Materiais sólidos como plásticos ou fraldas
Porém, sempre vale reforçar:
-
Não use produtos químicos agressivos (ex: água sanitária, solventes, desinfetantes fortes), pois eles podem matar as bactérias que fazem o tratamento.
-
Mantenha sempre uma caixa de gordura se houver efluentes de cozinha.
O biodigestor é seguro?
Sim. Quando instalado corretamente e com manutenção adequada, o biodigestor é um sistema seguro. Ele ajuda a evitar a contaminação do solo e da água, reduzindo o mau cheiro e prevenindo a proliferação de insetos e outros vetores. Para garantir seu bom funcionamento, é importante realizar a remoção periódica do lodo e manter a instalação conforme as recomendações técnicas.
Em biodigestores residenciais, o risco de explosão é inexistente se instalado e mantido corretamente, em área externa conforme orientação do manual do fabricante. O biogás gerado é inflamável, mas geralmente é liberado de forma controlada pelo sistema. Para evitar qualquer risco, é importante seguir as orientações técnicas, garantir boa ventilação e não armazenar o gás em ambientes fechados. Assim, o biodigestor funciona com segurança e eficiência.
Precisa limpar o biodigestor?
Sim. O lodo biológico se acumula com o tempo e deve ser removido periodicamente para garantir sua eficiência. Em geral, recomenda-se extrair o lodo acumulado a cada 1 a 3 anos, dependendo do uso e da capacidade do equipamento. Essa limpeza evita que o lodo atinja o filtro anaeróbio, prevenindo entupimentos e mantendo o bom funcionamento do sistema. É importante seguir as orientações do fabricante para o intervalo exato de limpeza.
Isso garante o bom funcionamento e evita o entupimento do sistema.
Quanto tempo dura um biodigestor?
A durabilidade média de um biodigestor bem cuidado é de 20 a 25 anos. Modelos de qualidade feitos com plástico reforçado ou concreto duram ainda mais. A manutenção correta é fundamental para garantir esse tempo de vida.
Quanto custa um biodigestor residencial?
O preço varia conforme o modelo, marca e capacidade. Em geral, os valores vão de R$ 1.700 a R$ 7.500. Avalie também a necessidade de caixas de gordura, filtros e mão de obra para instalação.
Posso usar biodigestor em qualquer lugar?
Sim, desde que o espaço permita e as normas técnicas sejam respeitadas. O biodigestor é ideal para zonas rurais, mas também pode ser adaptado a áreas urbanas com infraestrutura adequada.
Vale a pena investir em um biodigestor?
O biodigestor é uma solução eficiente, segura e sustentável para o tratamento de esgoto doméstico. Ele trata os resíduos de forma natural, gera energia e fertilizante e contribui para a preservação ambiental.
Se você está em uma área sem rede de esgoto ou busca um sistema ecológico de saneamento, vale muito a pena considerar o biodigestor. Fale com a Realfa Artefatos de Concreto para conhecer nossas opções e receber orientação técnica para seu projeto.









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